sábado, 5 de março de 2011

RIO BRANCO

Estava na biblioteca da minha faculdade, na sessão de literatura (eu visito mais essa sessão que a de veterinária kkkk), procurando um bom livro. Vi um livro que chamou minha atenção, pelo título.. se chamava Aamazônia. Retirei-o da prateleira para ver do que se tratava, a autora chama-se Jacemar Cristina da Costa, nunca ouvi falar. Abri suas páginas e, logo nas primeiras folhas, tinha escrito uma nota spbre a autora. Fiquei mais animada quando li que a mesma havia nascido em Rio Branco - AC, e um tempo depois veio fazer faculdade para essas bandas, inclusive em Curitiba... senti uma simpatia imensa por ela.

Quando li o primeiro poema do seu livro, quase chorei.. por isso irei escrevê-lo aqui.

RIO BRANCO

Rio Branco,
Lá tão distante,
A terra onde nasci,
De verdes matas,
De pássaros na pracinha
Ao cair da tarde...

Rio Branco,
Lá tão distante,
O tempo de minha infância,
De encontros e tacacás,
De rio transbordante
Na estação da cheia...

Rio Branco,
Lá tão distante,
A Revolução Acreana
De tropas nordestinas
e de valentes Gaúchos
Enfrentando os bolivianos
Pelo torrão amazônico !

Rio Branco,
Lá tão distante,
De meu coração viajante,
Que vive aos pés da floresta
Ao sabor do sol, dos ventos
E das tempestades,
Lá tão distante...


-
É.. me apertou o coração mesmo.. shaushuahsa
Ela escreveu poemas sobre saudade.. sobre cupuaçu, sobre Xapuri, sobre o Teatro Plácido de Castro, sobre o Palácio do Governo.. e por tudo isso senti uma cumplicidade enorme por ela, como se sentissemos coisas semelhantes. Talvez sim.. Talvez não.. mas quem sabe?
talvez um dia eu pudesse procurá-la aqui em Curitiba (na biografia diz que ela trabalha na prefeitura) e contar-lhe o quanto me senti bem ao ler seus textos, ou talvez isso seja só uma idéia distante.. aushauhashaush
mas quem sabe?

Beijos, acreanos :*

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